domingo, 18 de janeiro de 2009

Pastor evangélico destrói oferenda de candomblé em Paciência



Uma cartilha com orientações sobre o combate à intolerância religiosa é uma iniciativa de um grupo de várias religiões que prega o respeito entra as correntes de fé. O objetivo é evitar confusões como a que houve entre um pastor de uma igreja evangélica e um seguidor do candomblé.

Os adeptos do candomblé vieram vestidos a caráter para pedir apoio ao babalaô Ivanir dos Santos. O filho-de-santo Cosme Luiz da Silva diz que foi desrespeitado por um pastor evangélico quando fazia uma cerimônia religiosa em uma rua de Paciência, na Zona Oeste da cidade.

Cosme filmou a discussão com o pastor Romildo e fotografou a oferenda que teria sido quebrada. O caso foi parar na polícia.

“Nós ficamos parados. O pastor atravessou a rua, pegou as garrafas que tinham na oferenda, jogou fora, virou a oferenda, pisou em cima e saiu falando: ‘Está repreendido em nome de Jesus, eu sou um servo de Deus’”, conta Cosme.

A delegacia fez o registro e vai apurar o caso. Pelo telefone, a equipe do RJTV conversou com o pastor da igreja evangélica Cristo Rio de Vida. “Cheguei para ele e falei para ele não colocar o trabalho em frente à igreja. De manhã, fica fedendo. Não destruímos a oferenda. Só tiramos dali e a jogamos para o outro lado”, argumenta o pastor.

A intolerância religiosa é crime, mas dificilmente é punida. Segundo os líderes espirituais, as vítimas não denunciam e a polícia quase sempre está despreparada para fazer a ocorrência. Por isso na quarta-feira aqui no rio vai ser lançado um guia para ajudar aqueles que defendem a liberdade de cada um ter a religião que quiser.

“Ele vai orientar os policiais, as delegacias, os agentes de polícia com relação a assuntos religiosos, para quando acontecer um fato como esse, eles saberem que medida deve ser tomada. Vamos orientar nesse aspecto, de como se faz um registro policial, como é que costuma fazer um advogado, como se faz um inquérito, até chegar ao Judiciário”, explica o babalaô do camdomblé Ivanir dos Santos.

O pastor Romildo Nunes da Silva afirmou que não tem nada contra outras religiões e que defende a liberdade religiosa, mas acha que colocar oferendas próximas a igrejas também seria uma forma de desrespeito.

http://rjtv.globo.com

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Postado por Administrador às 1/18/2009 0 comentários

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Acusados de matar criança em caso de magia negra estão sendo julgados

Estão sendo julgados, pelo 1º Tribunal do Júri de Goiânia, o pai-de-santo Wilian Domingos da Silva e a esteticista Elsa Soares da Silva, acusados de matar o garoto Michael Mendes, de 4 anos. O menino foi assassinado num ritual de magia negra, na noite de 8 de abril de 1989, dentro do terreiro de candomblé Axê Ilê Oxalufâ, situado no Setor Rio Formoso. A sessão está sendo presidida pela juíza Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira.

Elsa e Wilian estão sendo julgados por homicídio com três qualificadoras (circunstâncias que podem aumentar a pena): crime cometido por motivo torpe, com uso de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O mestre de candomblé Alexandre dos Santos Silva Neto e a faxineira Eva dos Santos Marinho, outros dois acusados de participação no crime, já morreram.

O caso

De acordo com denúncia do MP, Michael Mendes morava com uma tia, que era vizinha de Elsa e freqüentava seu salão, eventualmente acompanhada do garoto. Decepcionada com sua vida amorosa, uma vez que seu companheiro a deixou por um homem, Elsa recorreu ao pai-de-santo em busca de um ritual de magia negra que pudesse desfazer o novo relacionamento dele.

Para tanto, ela usou o garoto que foi sacrificado num ritual de magia negra coordenado por Willian com o objetivo de resolver os problemas amorosos dela. Raptado, o menino foi amordaçado e passou por um ritual de sacrifício que envolveu, entre outras crueldades, espancamento, retirada de três dentes, amputação de todos os dedos das mãos para, ao final, ser decapitado.

Apesar da tentativa de ocultação do cadáver, o corpo do menino foi encontrado 20 dias depois do fato, semi-enterrado, com a barriga para baixo e a cabeça virada para cima. Ao lado do corpo havia sete copos descartáveis brancos, um pente de cabo vermelho, plástico de buquê de flores, fitas vermelhas, velas amarelas e vermelhas, cigarrilhas, talco, pingas, cerveja, vinho jurubeba, champanhe, uma caixa de papelão e um vidro de esmalte que tinha escrito, em seu rótulo, a palavra "pomba-gira", que segundo a promotoria significa uma entidade espiritual que exige sangue humano

Fonte: Tribunal de Justiça de Goiás

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Postado por Administrador às 1/15/2009

Protestos a prefeito marcam Lavagem do Bonfim, que reuniu mais de um milhão de pessoas em Salvador

SALVADOR - A presença do prefeito João Henrique na Lavagem do Bonfim - festa religiosa mais popular da Bahia - foi marcada por protestos. Alguns manifestantes fizeram críticas ao aumento da passagem de ônibus da capital e à gestão do prefeito. No meio da confusão e do empurra-empurra, foi disparado um tiro. Mais de um milhão de pessoas participavam da festa.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a confusão envolveu seguranças da assistência militar do Palácio Thomé de Souza e pessoas ligadas a partidos políticos. Em nota, afirma que "o prefeito lamentou o episódio numa festa protagonizada pela paz".

Ainda de acordo com a assessoria, no momento em que João Henrique deixava o cortejo, um segurança foi agredido e revidou. Durante o tumulto, um policial civil disparou um tiro para o alto.



Tradição e religiosidade na festa mais popular da Bahia

Adeptos de várias religiões, principalmente católicos e seguidores do candomblé se reuniram em devoção ao Santo. Como parte do ritual, baianos e turistas fazem, todos os anos, um percurso de oito quilômetros que, nesta quinta-feira, foi sob um calor de 30 graus, em uma manifestação de fé e agradecimento até a Igreja do Bonfim.



Diferentemente dos outros anos, que a janela central da igreja do Senhor do Bonfim fica fechada, este ano ela foi aberta para que os fiéis recebessem a benção de um padre.

O primeiro passo antes de a festa da lavagem começar é a preparação das baianas. Ainda em casa, a Emília Bittencourt preparou o banho de cheiro, usado para purificar e atrair boas energias. Ervas como arruda e manjericão são amassadas e misturadas à água e, por último, entram a essência de alfazema e as flores. Em seguida, é hora de vestir as nove peças do traje de baiana. E dona Emília não abre mão de nenhum detalhe.

- É um dia que você perde, mas é um dia gratificante. É uma tradição, é uma coisa que vem de séculos - diz.

E quando finalmente está pronta para a lavagem do Bonfim, dona Emília se junta às outras baianas na frente da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia. É o momento em que o candomblé presta homenagem a Oxalá, que, no sincretismo religioso, é representado pelo Senhor do Bonfim.

Fonte: http://oglobo.globo.com

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Postado por Administrador às 1/15/2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Vizinhos destroem terreiro de pai-de-santo após morte de jovem

A morte do ogã Ival Conceição dos Santos, 27 anos, vítima de um atentado cometido por um pai-de-santo, revoltou parentes e vizinhos da comunidade de Baixinha de Santo Antônio (São Gonçalo do Retiro). Na segunda-feira, os restos da casa e do terreiro do pai Ailton de Abaluaê, na Travessa Santo André, foram postos abaixo como forma de vingar o crime cometido no dia 4 de janeiro.



Durante um suposto ritual no terreiro, Ailton queimou com álcool a genitália de Ival e depois cessou as chamas com água quente. A vítima morreu sábado, após 15 dias internado no HGE com queimaduras de 3º e 4º graus. 'Ele acabou queimando o corpo todo de meu filho. Só não estavam em carne viva as mãos, os pés e a testa', contou a mãe do ogan, Maria Conceição dos Santos.



Segundo vizinhos, a causa do crime foi ciúme: o pai-de-santo era homossexual e não deixava que mulher alguma se aproximasse de Ival. Desde dezembro, ele estava namorando uma garota de sua idade, que mora próximo ao terreiro. 'Mas Ailton sempre teve ciúmes de meu filho, não foi só por causa desta namorada. Uma vez ele já chegou a vir aqui em casa e olhar se Ival estava com alguma mulher debaixo da minha cama', diz.




Ival morava com Ailton desde a década de 80, quando Conceição ficou desalojada e buscou abrigo na casa do pai-de-santo. 'Quando consegui comprar um lugar para morar, me mudei porque percebi que ele era perverso. Só Ival que não quis sair', disse. Indignados, os vizinhos relataram que ele era tratado como um escravo. 'O menino não podia fazer nada porque era ameaçado', contou a vizinha Jaciara Borges.

No quebra-quebra, os moradores ameaçaram matar Ailton caso ele aparecesse. O acusado está foragido e a 11ªDP (Tancredo Neves) ainda não tem pistas de seu paradeiro. O corpo de Ival foi sepultado no Cemitério Quinta dos Lázaros.


Fonte: http://correio24horas.globo.com

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Postado por Administrador às 1/13/2009
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