sábado, 29 de março de 2008
Pai de santo vai celebrar casamento gay em SP
quarta-feira, 26 de março de 2008
São Paulo realiza primeiro casamento gay do Brasil
terça-feira, 18 de março de 2008
Disque-Denúncia para atender a casos de discriminação de qualquer credo
Disque-Denúncia para atender a casos de discriminação de qualquer credo
Adriana Diniz e Clarissa Monteagudo - Extra
Rio - As denúncias de que traficantes convertidos a igrejas independentes estão proibindo manifestações de umbanda e candomblé nas favelas cariocas causou reação na Câmara de Vereadores do Rio. Ontem, foi criado o Disque-Denúncia Intolerância, um número de telefone disponível 24 horas para registrar casos de discriminação contra adeptos de qualquer religião.
- Qualquer pessoa, de qualquer credo, que se sentir perseguida ou ofendida por suas crenças pode ligar. A discriminação é crime, seja ela de cor, sexo ou religião - defende o vereador Átila Nunes Neto, idealizador do projeto (ouça o vereador explicando como vai funcionar o serviço).
Pelo telefone 2461-0055, é possível deixar informações sobre casos de violação à liberdade religiosa. Desde ameaças até atos de violência, como os praticados por bandidos que expulsaram pais-de-santo em áreas dominadas pelo tráfico.
- A identidade da pessoa será preservada. Pediremos apenas para que deixem algum contato para que os órgãos competentes consigam ter mais informações - explica o vereador.
Ex-ouvidor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Governo Federal, o advogado Luiz Fernando Martins da Silva conta que recebeu diversas denúncias de praticantes da umbanda e do candomblé expulsos de comunidades dominadas por traficantes, em 2006, quando ocupava o cargo.
Denúncias arquivadas
Na ocasião, Luiz Fernando instaurou um processo administrativo e encaminhou para a Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o advogado, o processo não foi para frente porque não houve interesse da governadora Rosinha Garotinho em apurar os casos.
- A liberdade religiosa no Brasil é um mito. Não existe - diz Luiz Fernando.
Esta semana, deverá ser votado na Câmara o projeto do vereador Adilson Pires, que institui o Dia do Combate à Intolerância Religiosa. A data estipulada é o 21 de janeiro, dia em que a ialorixá Mãe Gilda morreu de infarto fulminante provocado pelas consecutivas invasões ao seu terreiro em Salvador:
- Somos um país em que as religiões sempre conviveram. É importante alertar a sociedade de que todos têm que respeitar a liberdade.
Umbandistas e sacerdotes do candomblé reagiram com revolta às denúncias de crimes contra religiosos e acham que governo deve tomar atitudes.
Fonte: http://extra.globo.com
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Promotor apura demolição de terreiro de candomblé em Salvador
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador
O Ministério Público da Bahia começou a investigar nesta quinta-feira a demolição do terreiro de candomblé Oyá Unipó Neto, em Salvador.
Sob a alegação de que o terreiro ocupa área pública, funcionários da prefeitura destruíram quase todas as dependências do templo --apenas duas paredes sobraram.
"Foi um crime contra a raiz negra, e não me deram direito à defesa", disse a ialorixá Roselice do Amor Divino, 50, que comandava o terreiro.
Para a mãe-de-santo, a demolição foi autorizada para atender a especulação imobiliária. "Há pouco tempo construíram um shopping e agora os especuladores querem continuar ganhando dinheiro à custa da religião."
Inaugurado há quase 30 anos, o terreiro foi reconhecido pela Secretaria Municipal da Reparação durante mapeamento feito no ano passado.
O promotor Almiro Sena, do Grupo de Atuação Especial de Combate à Discriminação, disse que a decisão da Prefeitura de Salvador foi inconstitucional. Para ele, a prefeitura deveria ter negociado com a mãe-de-santo antes de demolir o templo.
Em depoimento ontem ao Ministério Público, Roselice do Amor Divino disse que fiscais da prefeitura também destruíram pratos e colheres de pau --usados na oferta de alimentos às entidades-- e insígnias dos principais orixás.
De acordo com a prefeitura, dos 1.236 terreiros de candomblé catalogados pelo município, apenas 470 possuem regularização fundiária. A superintendente da Sucom (Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo), Kátia Carmelo, disse que vai esperar o relatório dos técnicos que trabalharam na demolição para apurar se houve abuso na ação.
Fonte: Folha Online