sexta-feira, 6 de junho de 2008

Cobrado IPTU da Casa Branca

Mais antigo terreiro de candomblé do Brasil, segundo registros extra-oficiais, o Ilê Axé Iyá Nassô Oká, mais conhecido como Casa Branca, está ameaçado de ter os seus bens, incluindo o barracão principal, arrestados pela Justiça, a pedido da Secretaria da Fazenda, em decorrência da cobrança de uma dívida de R$ 840 mil, referentes a taxas atrasadas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), distribuídas em quatro processos.
O secretário municipal da Reparação da Prefeitura de Salvador, Sandro Correia, nesta quinta-feira, 26, às 15 horas, terá uma audiência com o procurador-geral do município, Pedro Guerra, para tratar da questão e adiantou que vai pedir a suspensão dos processos. E justificou: “Vai haver um diálogo. Estamos tratando de um poder que tem resquícios no Estado colonialista. São mentalidades culturais que nada têm a ver com a questão contábil, mas às vezes têm. A própria discussão do espaço urbano é multifacetada”.
De acordo com a Constituição Federal, artigo 150, as propriedades que abrigam culto religioso estão isentas de pagar impostos: “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: [...] VI – instituir impostos sobre: [...] templos de qualquer culto”. Mas os dirigentes da maioria dos terreiros de Salvador desconhecem a legislação que os beneficia e não regularizam o culto religioso nos órgãos municipais. A cobrança da Secretaria Municipal da Fazenda provocou a abertura de quatro processos que tramitam em Varas da Fazenda Pública.
Surpresa - Há dez dias, uma oficial de justiça foi ao terreiro com um mandado de arresto de bens. Arelson Antônio Conceição Chagas, o ogã Leo, levou-a até a Casa dos Ogãs e explicou que a propriedade era um terreiro de candomblé e recebeu a orientação para que regularizasse a situação do terreiro.
Orientado por advogados, o ogã começou a oficializar a prática do culto religioso que acontece desde o século XIX. Para isso, reuniu documentos como a escritura da propriedade, em nome da antiga mãe pequena, a iakekerê Antônia Maria dos Anjos, que morreu há 100 anos, herdeira de Ursulina Maria Figueiredo, a mãe Susu. Dirigido por mãe Tatá, fica na Avenida Vasco da Gama e à sua frente foi erguida uma praça em que há um barco e árvores sagradas além de uma Iemanjá e um lago, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. Na propriedade, existe o barracão e casas de Oxóssi, Ogum, Obaluaiyê e Airá (da família de Xangô). O terreno é de Oxóssi e a casa de Xangô.
Segundo a Sefaz, “para a imunidade de tributos para templos de qualquer culto é necessário que o imóvel esteja em nome da entidade e que no local (na inscrição imobiliária objeto da isenção) funcionem os cultos religiosos, havendo fiscalização no local para tal verificação. A imunidade retroage ao tempo que a entidade iniciou suas atividades”.
A Koinonia Presença Ecumênica e Serviço presta atendimento a cerca de 180 terreiros em Salvador e informa que muitas casas recebem o carnê do IPTU e pagam o imposto sem saber que têm direito à imunidade fiscal. “Se a Casa Branca sofre esse problema, imagine os outros”, declara a coordenadora da ONG, Jussara Rego.

Fonte: A Tarde On Line

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Postado por Administrador às 6/06/2008 0 comentários

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Casamento gay atrai curiosidade em São Paulo

MIGUEL ARCANJO PRADO
da Folha Online

Dezenas de repórteres, cinegrafistas e fotógrafos estavam a postos, na noite de ontem, em frente ao Espaço Ônix, na região de Interlagos, em São Paulo. Eles aguardavam a chegada do jornalista Felipeh Campos, 34, e seu noivo, o produtor de moda Rafael Scapucim, 26, que realizariam o anunciado "primeiro casamento gay do Brasil".
Na realidade os dois firmaram um contrato de parceria civil, oficializando a união. Advogados especializados garantem que contratos desse tipo já foram realizados no país, o que tira o ineditismo anunciado. Se a união de ontem não foi a primeira, ela foi pelo menos a que mais atraiu a curiosidade da imprensa.
Felipeh é conhecido do grande público por ter sido dublador do programa "Qual é a Música" (SBT) e também por suas participações como debatedor no "SuperPop" (Rede TV!).
Na porta, a mãe de Rafael, Valéria Scapucim, se dizia emocionada com o casamento de seu filho único. "Eu estou muito nervosa, mas, ao mesmo tempo, muito feliz. Nunca tive problema com ele ser homossexual. Acho que os pais têm que entender e apoiar. E os que não entendem têm que, pelo menos, respeitar", discursou.
Os noivos chegaram no mesmo carro, às 21h30, com uma hora de atraso em relação ao horário marcado no convite. Vestidos de roupas brancas, eles tinham na cabeça uma coroa de louro, com uma pena vermelha de Ekodidé na ponta, usada nos rituais do candomblé. Nas mãos, carregavam terço de pimenta.
O programa da Luciana Gimenez cobria tudo ao vivo.
Felipeh brincou com um jornalista, que perguntou se o casal pretende ter filhos. "Nós temos útero infantil", respondeu, dando risada.
Cada noivo foi conduzido pela respectiva mãe até o altar, ao som de atabaques e cânticos entoados por baianas. Cerca de 400 convidados acompanharam a cerimônia que durou meia hora e foi realizada pelo babalorixá Cido de Oxum. Os noivos são adeptos do candomblé.
"Não estamos aqui para falar de sexo, mas, sim, de amor entre duas pessoas", disse o pai-de-santo, que fez a cerimônia "em nome de Oxum, Olorum, Alá, Buda, e Deus".
Padrinhos, fotógrafos e cinegrafistas se acotovelaram para ter a melhor visão dos noivos no altar improvisado. Na saída, punhados de arroz colorido de rosa foram jogados nos noivos, que foram na entrada do espaço soltar uma pomba da paz.
"Achei preciso mostrar para o mundo todo que a gente pode se casar, sim", disse Felipeh Campos à Folha Online. Sua mãe, Maria de Fátima Campos, concordou. "Estou achando tudo isso maravilhoso. Meu filho é uma pessoa de bem, não é um mau caráter. É o segundo filho que caso, mas o primeiro casou-se com uma mulher", explicou.
A "garota de Ipanema", Helô Pinheiro, foi uma das convidadas. "Vim dar meu apoio. Conheço o Felipeh desde os tempos do SBT. Sou a favor do amor", declarou.
A ex-BBB Jaqueline Khury passou parte da noite conversando com a mãe de Felipeh. "Conheço o Felipeh há cerca de quatro anos. Acho muito digno eles assumirem assim essa relação, diante de todo mundo", afirmou a modelo.
A apresentadora e ex-BBB Íris Stefanelli também foi ao casamento e disse conhecer de perto o preconceito contra os gays. "Tenho um irmão que é gay assumido e sei como isso é difícil, porque meu pai não aceitava no começo. Acho que todo mundo pode se amar", disse.
Durante a festa, após cortar o bolo que trazia dois bonequinhos, um loiro e outro moreno, os noivos mostraram seus dotes artísticos. Felipeh cantou "É Preciso Saber Viver".
Depois foi a vez de Rafael convidar o marido e os convidados a dançarem a música "Mas Que Nada".

Fonte: Folha Online

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Postado por Administrador às 4/11/2008 0 comentários

sábado, 29 de março de 2008

Pai de santo vai celebrar casamento gay em SP

Uma cerimônia de candomblé e uma festa para cerca de 600 convidados marcarão o casamento do jornalista Felipeh Campos, 34 anos, e do produtor Rafael Scapucim, 26 anos, no próximo dia 10 de abril em São Paulo. A cerimônia religiosa ficará sob a responsabilidade de Pai Cido de Eyin Oxum, que pela primeira vez realizará um casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tranqüilo, Pai Cido afirma que está preparando o texto para a realização da união. Segundo ele, a "palestra" será em torno da igualdade, do não-preconceito e do direito que dois homens têm de se unir. "Essa é uma situação incomum na cabeça de muita gente, mas cada um tem o direito de escolher o que quer para a sua vida. O amor tem de prevalecer", disse. A cerimônia será realizada no mesmo espaço onde vai acontecer em uma casa de eventos de São Paulo. O pai-de-santo afirma que o candomblé é uma religião sem restrições e que lida com as forças da natureza, como água, terra, fogo e ar. "Esses elementos não têm sexualidade. A sociedade impõe que duas pessoas do mesmo sexo não podem se beijar e namorar. O candomblé lida muito com a aceitação de todos os tipos de pessoa, enquanto, por exemplo, católicos e evangélicos abominam esse tipo de união. É justamente essa liberalidade que faz com que muitos homossexuais se aproximem do candomblé", diz. Segundo o ritual, os dois noivos entrarão descalços e estarão acompanhados por um coral de baianas, de filhas de santo e ao som de atabaques. Os noivos entrarão juntos, vestindo batas brancas, como manda a tradição afro. No altar, flores, pipoca e milho servirão de oferendas aos orixás. Na crença do candomblé, a pipoca significa vida e o milho é símbolo de fartura. Felipeh Campos se diz ansioso pela cerimônia, que ele planeja ser impecável. "Não somos ativistas de nenhum movimento gay e não queremos mudar o comportamento de ninguém. Apenas achamos que devemos comemorar nossa união, nosso amor, como faria qualquer casal apaixonado, com tudo o que temos direito. Está na hora desse patrulhamento todo acabar. Porque o Elton John pode e a gente não? A gente pode sim. E vai ser lindo", finalizou.
Fonte: Jornal Primeira Edição

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Postado por Administrador às 3/29/2008 0 comentários

quarta-feira, 26 de março de 2008

São Paulo realiza primeiro casamento gay do Brasil

No próximo dia 10 de abril, será realizado em São Paulo o primeiro casamento gay do Brasil. O jornalista, apresentador e repórter da Rede TV! Felipeh Campos, 34, e o produtor de moda Rafael Scapucim, 26, receberão 600 convidados para a celebração organizada por Marcia Possik, da Marriages Assessoria. A lista de convidados inclui políticos (o governador do Rio, Sérgio Cabral, já confirmou presença), artistas, jornalistas e empresários da mídia, entre outros. Além de um contrato de parceria oficializando a União Estável entre os dois, Felipeh e Rafael, que vivem juntos há cinco anos, vão realizar uma cerimônia religiosa para abençoar seu casamento. O casamento do ano acontecerá no Espaço Ônix. Ao som de atabaques, Felipeh e Rafael se unirão em cerimônia conduzida pelo babalorixá Pai Cido de Oxum, que ministrará o ritual de casamento orientado pelo candomblé, que já é a religião dos noivos. Um coral de baianas entoará cânticos durante a celebração. Os noivos entrarão juntos, vestindo batas brancas de richelieu, produzidas pelo estilista Cacau Brasil, e estarão descalços, como manda a tradição afro. No altar, desenvolvido exclusivamente para a cerimônia, flores, pipoca e milho servirão de oferendas aos orixás. O anel, que simboliza a aliança feita pelos noivos, é uma criação exclusiva da designer Rosana Negrão, em ouro branco e amarelo. Assinado pela cake designer Fabíola Toschi, o bolo de casamento terá três andares e será decorado com fitinhas do Senhor do Bonfim. No topo do bolo, noivinhos em miniatura reproduzirão os noivos com a roupa do casamento. Os docinhos ficam por conta de La Pastarella e Diva Doces. O catering do evento está a cargo da banqueteira Érika Meira, e o coquetel de recepção será animado pela banda Evolution. Seiscentos convidados acompanharão o enlace. Entre eles, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (ainda não confirmou) e a ministra do Turismo Marta Suplicy (ainda não confirmou). Também estão na lista de convidados amigos do casal, como Wanderlei Nunes, Miguel Giannini, Lígia Kogos, Astrid Fontenelle, Ilana Casoy, Tuna Dwek, Alzira e Alberto Luchetti, Biba Herchovitch, Luciana Gimenez e Marcelo de Carvalho, Amilcare Dallevo e Daniela Albuquerque, Irislene Stefanelli, Helô Pinheiro, Marcelo Camargo, Marina Mantega, Chieko Aoki, Sônia Abrão, Amaury Jr., Monique Evans, Alessandra Scatena e Rogério Gherbali, Ione Borges, Olga Bongiovanni, Sabrina Sato, Ane e Emílio Zurita, Bola e toda a turma do Pânico na TV, entre outros. Entre os padrinhos do casamento estão a jornalista Joyce Pascowitch e Ezequiel Dutra, Mônica Pimentel (superintende-geral de programação e produção da Rede Tv!) e Ricardo Fuoco, Silvana e Wagner Calmon (escritor), Gisela Rao (escritora) e Paulo Vieira, Rodrigo Zanetti e Ester Dias, Vicente Siciliano (diretor da Editora Siciliano) e Juliana Carrera, Vitória Cury (apresentadora) e Edson Henrique, Joana Woo (presidente da Editora Símbolo) e André Gomes, José Roberto Siqueira (presidente da Tintas Coral) e Marlene Weissberg, Lino Verdigueiro (estilista) e Paula Strumbrys,Liz e Robson Britto (galerista), Marcia Possik (consultora de casamentos) e Rafael Possik (pecuarista), Maria João Abujamra (repórter), Ana Fadigas (editora da revista G Magazine) e Maurício Negrão, Adriana Monteiro e Beto França (maquiador).
Fonte: Bem Paraná

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Postado por Administrador às 3/26/2008 0 comentários
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